Investigator

Caroline Madalena Ribeiro

Instituto Nacional De Cncer Inca

CMRCaroline Madalena…
Papers(4)
Rastreamento do cânce…Avaliação das ações d…Mortality due to cerv…Exame de Papanicolaou…
Collaborators(10)
Jeane Glaucia Tomazel…Gulnar Azevedo e SilvaItamar Bento ClaroLuciana Leite de Matt…Giseli Nogueira Damac…Luciana Dias de LimaMaria Beatriz Kneipp …M.C. NogueiraM. NaghaviM.R. Guerra
Institutions(6)
Instituto Nacional De…Universidade Do Estad…Universidade Federal …Unknown InstitutionFundação Oswaldo CruzUniversity Of Washing…

Papers

Rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil: análise da cobertura a partir do Sistema de Informação do Câncer

O objetivo deste estudo foi analisar a cobertura de rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil e Unidades da Federação (UF), utilizando dados secundários do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), comparar com o indicador de razão de exames na população feminina, utilizado classicamente como proxy da cobertura e estimar a cobertura possível, caso as diretrizes nacionais preconizadas pelo Ministério da Saúde fossem seguidas adequadamente pelos profissionais de saúde. Foram selecionados exames citopatológicos realizados entre 2021 e 2023, em mulheres até 64 anos de idade, registrados no SISCAN e no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). Indicadores de cobertura e razão foram calculados por UF de residência. Estimou-se a cobertura possível de rastreamento somando todos os exames realizados no período em mulheres até 64 anos e dividindo-se pela população-alvo (25 a 64 anos). A cobertura de rastreamento estimada para o Brasil foi de 35,6%, inferior aos valores do indicador de razão (47,4 e 47,8 por 100 mulheres pelo SISCAN e SIA/SUS, respectivamente). Verificou-se que ao direcionar os exames realizados para faixa etária e periodicidade adequadas, a cobertura poderia atingir 53,9% no Brasil e superar 70% no Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Concluiu-se que o indicador de razão superestima a cobertura em aproximadamente 35% e que as coberturas de rastreamento estão muito abaixo dos 70% preconizados pela Organização Mundial da Saúde. Entretanto, a sensibilização dos profissionais quanto às diretrizes do Ministério da Saúde podem modificar esse cenário, otimizando recursos e gerando impacto na incidência e mortalidade por câncer do colo do útero.

Avaliação das ações de controle do câncer de colo do útero no Brasil e regiões a partir dos dados registrados no Sistema Único de Saúde

Este estudo teve como objetivo analisar a realização de exames de rastreamento e diagnóstico para o câncer de colo do útero entre mulheres de 25 e 64 anos, bem como o atraso para o início do tratamento no Brasil e suas regiões geográficas no período de 2013 a 2020. As informações sobre os procedimentos e as estimativas populacionais foram obtidas nos sistemas de informações do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram calculados indicadores de cobertura do exame de Papanicolau, os percentuais de exames citopatológicos e histopatológicos alterados, e o percentual de mulheres com diagnóstico de câncer do colo do útero tratadas com mais de 60 dias. Houve grande variação na cobertura do exame de Papanicolau entre as regiões brasileiras com tendência de declínio a partir de 2013, agudizada de 2019 para 2020. O número registrado de exames citopatológicos alterados foi 40% inferior ao estimado e a diferença entre o número registrado de diagnósticos de câncer e o estimado menor que 50%. O percentual das mulheres com diagnóstico de câncer invasivo do colo do útero que iniciaram o tratamento após 60 dias variou entre 50% na Região Sul a 70% na Região Norte, com diminuição a partir de 2018. Em 2020, houve retração do número de exames de rastreamento e de seguimento com diminuição da proporção de mulheres com atraso para o início do tratamento nas regiões Norte, Sudeste e Sul. A queda na cobertura do rastreamento e o seguimento inadequado de mulheres com resultados alterados indicam a necessidade de aprimorar as estratégias de detecção precoce da doença e estabelecer mecanismos de avaliação e monitoramento constante das ações.

Mortality due to cervical and breast cancer in health regions of Brazil: impact of public policies on cancer care

This analysis assessed the association between regional income, screening coverage for cervical and breast cancer, and temporal trends in mortality from these cancers in different Brazilian health regions. Spatiotemporal ecological study across 450 health regions of Brazil. Data from 2010 Demographic Census were used to assess income. Variations in income distribution within health regions were measured using the Gini index. Data on screening coverage were obtained from the Ambulatory Information System (SIA/SUS). Mortality was assessed from the Global Burden of Disease Study 2019 data. The average annual percentage change (AAPC) in cervical and breast cancer mortality rates, 2010-2018, was calculated by health regions. Results were presented in regional maps. The associations between income, screening coverage and mortality changes were estimated by bivariate spatial correlation. Health regions located in the South and Southeast regions of Brazil had the greatest percentages of screening coverage and highest per capita incomes with the lowest Gini index values. From 2010 to 2018, mortality rates for cervical cancer were highest in the North and Northeast health regions. Breast cancer mortality rates were highest in the South and Southeast health regions. The AAPC in breast and cervical cancer mortality had a negative association with per capita income and screening coverage, and a positive association with the Gini index. There are large regional variations in income, screening coverage, and mortality rates for women with breast and cervical cancer. These inequities could be mitigated by policies to address income disparities and improved access to screening.

Exame de Papanicolaou no Brasil: análise da Pesquisa Nacional de Saúde em 2013 e 2019

OBJETIVOS: Comparar a cobertura do rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil em 2013 e 2019, investigar os fatores associados à realização do exame e os motivos informados para não ter realizado, além de comparar o tempo do recebimento do resultado do exame no SUS e na rede privada. MÉTODOS: A partir de dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) foram calculadas as prevalências e os respectivos intervalos de confiança de realização do exame preventivo do câncer do colo do útero há menos de três anos, em mulheres de 25 a 64 anos, em 2013 e 2019. Modelos de regressão de Poisson foram utilizados para comparar as prevalências do desfecho segundo características sociodemográficas. Também foram analisados os motivos para não ter feito o exame e o tempo entre a realização e o recebimento do laudo. RESULTADOS: Houve aumento na cobertura do exame preventivo no Brasil entre 2013 (78,7%) e 2019 (81,3%) e redução na proporção de mulheres que nunca fizeram o exame de 9,7% para 6,1%. A prevalência de realização do exame foi maior em mulheres brancas, melhor escolaridade e renda mais alta, residentes nas regiões Sul e Sudeste. Os motivos mais frequentes para não realizar o exame foram achar desnecessário (45% em 2013 e em 2019) e nunca ter sido orientada a fazê-lo (20,6% em 2013 e 14,8% em 2019). CONCLUSÕES: Apesar das elevadas coberturas de rastreamento alcançadas pelo país, há grande desigualdade no acesso ao exame, e uma parcela não desprezível de mulheres está sob maior risco de morrer por uma doença que pode ser evitada. Esforços devem ser feitos para a estruturação de um programa de rastreamento organizado que identifique e capte as mulheres mais vulneráveis.

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